Daniel Barclay | Siesta

Daniel Barclay | Siesta
27 de June de 2017 admin

Siesta
(aproximações à relação entre imagem, corpo e espaço)

-subterraneo-
No antigo Peru os tecidos da cultura necrópolis paracas, especificamente os mantos funerários, eram parte de uma oferenda que acompanhavam a múmia (o corpo envolvido em mantos) para o pós-morte, o além. Estes mantos não estavam destinados a aparecer nos museus onde hoje estão pendurados, mas sua riqueza de elaboração converteram suas figuras na estrutura simbólica de sua sociedade.
A função dos mantos para envolver o corpo e ficar em uma tumba abaixo da terra, estabelece uma natureza subterrânea e sagrada, onde a preservação dos códigos culturais se “transmitiam” à uma segunda vida. A dimensão espiritual dos motivos que se repetiam nas telas com caracteres antropomorfos também descrevia a flora e a fauna.
Hoje, fica o contraste entre figuras que voam e outras que ficam enterradas, se excluídas as interpretações xamânicas ou a investigação histórica sobre aquela sociedade.
Este é o ponto de partida do artista Daniel Barclay em Siesta, os signos que se perdem quando transportados para outras culturas ou períodos. No projeto Siesta, a obra “Fardo” dialoga com os tecidos regionais e sua utilização nos dias atuais, uma conversa com a estética dos códigos que se ocultam em um manto.

-horizontal-
A ação de tomar uma siesta estabelece uma ruptura com a relação racional entre tempo e trabalho. A rede era utilizada por algumas culturas pre-colombianas, como estrutura de repouso antes da chegada das camas europeias. Esta estrutura adaptou-se também aos barcos que cruzavam o oceano por sua flexibilidade. A postura horizontal do corpo na rede, dispõe-no em um plano que conquanto é elevado é também horizontal. Nesse sentido o tecido que envolve parcialmente ao corpo enquanto está em descanso se converte em uma estrutura de repouso. A possibilidade de estabelecer uma relação entre a escala do espaço, e o corpo.
O desenvolvimento desta mostra propôs-se desde uma ideia de pausa à simbologia das narrativas nacionalistas, e de intervir em diferentes superfícies que poderiam ser identificadas como um território. Algumas peças têm o gesso como formas que recobrem alguma cor, um desenho, ou uma impressão no papel jornal.
Durante duas semanas o espaço funcionou como um ateliê temporário e o próprio espaço expositivo. Nesta intervenção, o artista coloca seu próprio corpo em horizontalidade, grande parte das obras foram produzidas no chão, gerando uma dinâmica de corpo-ação-ateliê-espaço.

-vertical
O projeto parte de uma relação entre território e corpo.
Desde 2003, Daniel trabalha sobre definições de território em relação ao corpo, enquanto estudava mestrado em Londres. Nessa época foi realizada a performance “Journey to Trafalgar Square”, onde literalmente caía em frente ao National Portrait Gallery. O trabalho abordava a dificuldade de representar uma identidade em uma imagem e o que há por trás desta que não pode ser representada. Em 2010 realizou a performance “tumorrow” onde a relação entre corpo e pátria tomava uma forma crítica em relação à memória de um conflito bélico. No Brasil, começou a relacionar o corpo com a representação geográfica e as possíveis configurações de pequenas “bandeiras” pessoais ou singulares. A relação entre as formas geométricas e o corpo, também levaram à elaboração de abstrações imperfeitas, onde o traço manual estava medindo o espaço de forma direta. O cartográfico deste projeto, Siesta, se dá no questionamento da relação simbólica do corpo com a bandeira, mas também na forma que as peças ocupam o espaço, construindo híbridos em forma de bandeiras-redes. Em alguns trabalhos tenta-se interpelar essa relação forçada da construção de uma narrativa nacional a partir de um estandarte.

Siesta
Daniel Barclay
Galeria Emma Thomas
Projeto desenvolvido de 26 de junho a 03 de agosto, 2017
Rua da Consolação 3423, Jardins, São Paulo.
Quarta à sexta das 12-18h, sábado das 12-17h.
*Após o dia 05 de agosto, a programação da galeria entrará em período de repouso, siesta.

Daniel Barclay Lima, Perú, 1972
Estudou artes plásticas na escola de arte Corrente Alterna (Lima, Peru), entre os períodos 1994 e 1999. Depois realizou uma tese na mesma escola, “Chamán Urbano” centrando-se em estéticas híbridas. Durante este período, foi parte do coletivo Otrosomos (2000-2003). Realizou um MFA na Central Saint Martins (Londres) no período 2003-2004. Nesta etapa aprofundou-se na leitura da imagem influenciada por ideias da “performative writing”, estabelecendo uma aproximação à pintura e instalações em diferentes níveis dos códigos visuais. No ano 2010 participou de uma residência artística na Faap e após diferentes projetos na cidade durante 2 anos, passa a viver e trabalhar em São Paulo.

 

* De 26 de junho a 03 de agosto de 2017, o artista peruano Daniel Barclay desenvolve na galeria o projeto Siesta, um lugar intermediário entre o ambiente do ateliê e uma individual, com foco no processo e no relacionamento com o público, sem a mediação do galerista. No dia 18 de julho, às 18h, haverá um diálogo no espaço, momento de pausa no desenvolvimento da ocupação, onde as obras e seus relacionamentos também entram em estado de repouso, siesta.

 

 

 

 

 

 

 

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Siesta

(aproximaciones a la relación entre imagen, cuerpo y espacio)

 

-subterraneo

En el antiguo Perú los tejidos de la cultura necrópolis paracas, específicamente los mantos funerarios, eran parte de una ofrenda que acompañaban a la momia (el cuerpo envuelto en mantos) hacia  un más allá después de la muerte. Los seres voladores que aparecen en los mantos, han sido interpretados como figuras chamánicas, pero fuera de esta interpretación queda el contraste de unas figuras que vuelan  y otras que están enterradas (las momias). Estos mantos no estaban destinados a aparecer en los museos donde hoy están colgados pero su riqueza de elaboración convirtieron sus figuras en una estructura simbólica de su sociedad.

La función de los mantos para envolver el cuerpo y quedarse en una tumba bajo tierra, establece una naturaleza subterránea y sagrada, donde la preservación de los códigos culturales se “transmitían” a una segunda vida. La dimensión espiritual de los motivos que se repetían en los telares con caracteres antropomorfos también describía la flora y la fauna. Estos tejidos se conservaron por ser parte del ajuar funerario de las momias pero transmitieron sus códigos culturales para poder entender hoy día como era su sociedad. La pieza “fardo” conversa con esa estética de los códigos que se ocultan en el manto.

 

-horizontal

La acción de tomar una siesta establece una ruptura con la relación racional entre tiempo y trabajo. La hamaca era utilizada por algunas culturas precolombinas, como estructura de reposo antes de la llegada de las camas europeisadas. Esta estructura se adaptó también a los barcos que cruzaban el océano por su flexibilidad. La postura horizontal del cuerpo en la hamaca, lo dispone en un plano que si bien es elevado es también horizontal. En ese sentido el tejido que envuelve parcialmente al cuerpo mientras está en descanso se convierte en una estructura de reposo.

En algunos de estos trabajos establezco la posibilidad de entablar una relación entre la escala del espacio y el cuerpo. El desarrollo de esta muestra se planteó desde una idea de dar una pausa a la simbología de las narrativas nacionalistas, e intervenir diferentes superficies que podrían identificarse con un territorio. Algunas piezas tienen el gesso como formas que recubren algún color, un dibujo, o una impresión en el papel periódico. Durante el proceso terminé interviniendo el espacio expositivo para desarrollar un “atelié” temporal. Durante dos semanas este espacio funcionó como mi atelié sobre el cual trabajé las piezas de forma horizontal, sobre el piso. Esto me obligó a pensar las piezas en relación al espacio en que estaba trabajando generando una dinámica de cuerpo-obra-atelié-espacio expositivo. Mi cuerpo tuvo que establecer una posición horizontal durante el proceso mismo de buena parte de su ejecución.

-vertical

Este projeto partió de uma relación entre território y cuerpo. Mi interés en las definiciones de território en relación al cuerpo, empezó en el año 2003 mientras estudiaba mi maestrado en Londres. En esa época realice una performance  llamada “Journey to Trafalgar Square”, donde literalmente caía delante de la National Portrait Gallery. En este trabajo abordaba la dificultad de representar una identidad en una imagen y lo que hay detrás de esta que no se puede representar. En 2010 realicé otra performance “tumorrow” donde la relación entre cuerpo y patria tomaba una forma crítica en relación a la memoria de un conflicto bélico. En Brasil comencé a relacionar el cuerpo con la representación geográfica y las posibles configuraciones de pequeñas “banderas” personales o singulares. La relación entre las formas geométricas y el cuerpo, también me llevó a construir en un primer momento abstracciones imperfectas donde el trazo de la mano estaba midiendo el espacio de forma directa. Lo cartográfico en el proyecto que presento ahora se da en el cuestionamiento de la relación simbólica del cuerpo con la bandera, pero también se da en que las piezas se relacionan al espacio de distintas formas, construyendo híbridos en forma de banderas-redes. En algunos trabajos se intenta interpelar esa relación forzada de la construcción de una narrativa nacional a partir de un estandarte.

 

 

 

Daniel Barclay 2017

 

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Textos anteriores selecionados:

Estratificaciones culturales

 

Estratificação é a separação em camadas ou estratos de qualquer formação natural ou artificial que se encontra em teor homogéneo. Na geologia, a estratificação é analisada também a partir de rochas e níveis, que contam a história geológica do local estudado. Já a estratificação aquática é um fenômeno que consiste na formação de camadas horizontais de água com diferentes densidades, de maneira que as menos densas flutuam sobre as mais densas, com um grau mínimo de mistura entre elas. Enquanto isso, na sociologia, a estratificação classifica as pessoas em grupos com base nas condições socioeconômicas comuns, em um sistema hierárquico, como, por exemplo, classe alta, média e baixa.

 

Tem-se, respectivamente, 3 exemplos distintos de estratificação – análise histórica, fenômeno da natureza e a divisões sociais -, situações que passam pela compreensão de estratificação cultural apresentadas por Daniel Barclay. É a partir destas possibilidades que Daniel Barclay nos convida a mergulhar em sua exposição individual, seja através de trabalhos que remetam a aspectos históricos e sociais, quanto a natureza das coisas e do fazer artístico. Mas como entender sua produção sem saber o contexto de sua criação? Esta seria, então, a primeira camada a ser evidenciada nesta exposição, que por sua densidade é a base para toda sua obra.

 

Revela-se a camada mais profunda, que acompanha o artista desde seu nascimento, a carga histórica de ser peruano. Ou seja, perceber os reflexos do período pré-colombiano, sociais e culturais proporcionados por sua nacionalidade, como uma forte problemática que se estende a boa parte de seus trabalhos, alguns mais evidentes que outros. Como, por exemplo, a instalação “Bandera Multiplo”, uma peça que convida o espectador a construir sua própria bandeira, desmembrando e construindo simultaneamente uma abstração da bandeira do Peru.

 

Pois ao mesmo tempo que os trabalhos de Barclay revelam camadas e estratos socioculturais de uma ou mais nações, ele nos lembra que carregamos muitas das cargas políticas (da culpa) do país que nascemos, mesmo sem estar de acordo com elas. Neste sentido, é preciso lembrar que não se define um indivíduo pelo seu passaporte, que é preciso colocar em dúvida as certezas que o nacionalismo demanda e questionar a ideia de pátria. Desta forma o artista busca em seus trabalhos exumar o “nacionalismo subterrâneo” impregnado em suas raízes, em meio a tentativa de construir sua própria identidade, com interferências de outras culturas e sem a supremacia de uma hegemonia, rompendo com fronteiras físicas e ideológicas, construindo espaços simbólicos para a troca entre diferentes territórios e linguagens. Pensamento que se faz imagem em seus desenhos de bandeiras e na instalação “Banderas apátridas”.

 

Por seus trabalhos, somos convidados a pensar em outros contextos socioculturais, visto que se trata de uma artista peruano, que estudou na Central Saint Martins em Londres – Inglaterra, de 2003-2004 e desde 2010 a 2011 realizou uma série de residências em São Paulo – Brasil, que o levou a viver em São Paulo. Contextos que se fazem presentes na série “Periodicos/Jornais”, com doze recortes de jornais pintados com geométricas brancas, sendo estes Europeu e Latino. Com um olhar mais atencioso, nota-se que os recortes correspondem ao período que o artista esteve nestes continentes, e que cada matéria aborda questões socioculturais referentes aquela época e região.

 

O mesmo faz-se presente em “Estratificaciones culturales”, onde encontramos uma mesa com uma mescla de livros da literatura brasileira e peruana, em uma espécie de quebra cabeça geométrico que conta a história político geográfica destas nacionalidades. Em “Tuñol filmes”, trabalho iniciado em 2011 na Residência da Curatoria Forense “INSID/OUT” e finalizado em 2014, o artista convida os demais residentes – do Chile, Argentina e Brasil – a construir uma narrativa de ficção para seu filme “Amor quente em Boiçucanga”. Trata-se de um trabalho autoral, porém realizado coletivamente a partir da proposição de responder um formulário e posteriormente posar para uma foto a frente do cartaz do filme.

 

Uma exposição que reúne trabalhos que se comportam individualmente cada qual com sua densidade, pois assim como a estratificação aquática, geológica e sociológica, a exposição apresenta obras em diferentes níveis, seja em pintura, instalação, desenho ou livro. Uma mostra que quando vista em sua totalidade estabelece um corpo híbrido e político, construído por muitos corpos, nações e linguagens. Por esta busca em perceber as muitas camadas culturais da produção de Barclay, tem-se a geometria como um elo condutor, uma linha que guia o olhar para uma forma pura e compreensível a todos, independente do contexto em que ela esta. Pois é através da geometria que o artista rompe as barreira da ideia de nação,  com uma forma que diz a mesma coisa independente de onde esteja.

 

 

 

Paula Borghi, setembro 2014

 

 

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“Ainda vão me matar numa rua.

Quando descobrirem,

principalmente,

que faço parte dessa gente

que pensa que a rua

é a parte principal da cidade.”

Paulo Leminski; Toda Poesia – [quarenta clics em Curitiba; 1976]

 

 

Bambaísmo

 

 

A qualidade abstrata do significado de bamba pode ser apresentada pelo idioma espanhol americano em inúmeros contextos culturais e históricos. Desde o adjetivo coloquial de como vem sendo empregado mais recentemente no Peru, que quer dizer falso, adulterado, até mesmo a uma certa atribuição de instabilidade objetal associada a substantivos femininos, sentimento no qual algo às vezes é mantido fora de seu perfeito equilíbrio por força dos acontecimentos, no sentido brasileiro de seu uso (ver corda bamba; pernas bambas).

 

Com a reunião deste conjunto de obras na exposição de Daniel Barclay, a palavra bamba é trazida aqui como se fosse para fazer tornar possível o tracejado de um paralelo de instância entre estes dois lugares iniciais, de onde agora passamos temporariamente a ter acesso e a observar. No Brasil, ‘bamba’ é popularmente utilizado para designar um exímio perito em determinada atividade ou assunto, alguém muito bom naquilo que faz. Ou uma pessoa corajosa e decidida, um verdadeiro bambambã.

 

Como conceito, já é suficientemente interessante que haja tantas interpretações interrelacionadas de cultura, com tão distintas variações para uma mesma palavra, significante e significado.

 

A origem de bamba se situa no princípio dos tempos coloniais, durante o reinado dos reis católicos espanhóis Isabel e Fernando, e se propagou pelas ilhas Canárias e América Central. Denominava a ação de alterar as moedas existentes, sobrepondo novos valores, quando era habitual se trocar a superfície do original pela cópia.  Este truque de falseamento evoluiu através dos tempos de um código numismático para a manufatura Made in China em escala de massa, com a atualidade das reproduções técnicas e digitalmente baratas – pirata – de produtos e mercadorias de natureza  informativa nacional e estrangeira, que não obstante, surgem no mercado informal e no varejo de rua, sem circunscrever maneira alguma o plágio. O formato é o das revistas, livros, álbuns, múltiplas publicações e encartes editoriais, DVDs, CDs, etc. São apenas cópias não oficiais de uma matriz original, que passam a ser definidas clandestinamente como cópia em série, cópia da cópia ou tiragem de textos e imagens de impressão mal acabada.

 

No radical oposto, a história da arte a serviço da museologia institucional estabelece por parâmetros muito próprios a categoria e o valor do original, o que provoca forte destaque a algumas peças-mestras intocáveis nos acervos, sob a salva e guarda das coleções, que permanecem cerradas para posteriores exibições, jamais de imitação. Resta ao visitante se contentar (ou não) com o menu de cartazes e postais da loja de souvenires dos grandes museus.

 

A antropofagia, cujo fenômeno cultural se move em elaboração no Brasil desde os anos 1920, proclama que ao se mudar o valor de um objeto original, o que ocorre de fato é que se põe em xeque toda uma lógica de validação do sistema de sustentação de tais códigos, pois é gerado assim então um valor simbólico novo, o que vem questionar a ordem dos signos, e implica em transmissão e reprodução de sentido, transformando a natureza de sua legitimidade. Intrinsecamente, o objeto bamba possui duas frentes:  pela economia da manufatura de sua estrutura o ‘negativo’, e o ‘original’, que passa a transgredir o signo, produzindo a perder de vista cópia trás cópia, e outras leituras mais da distante matriz.

 

Os objetos bamba são inclassificáveis legalmente e atendem ao impulso humano de categorizar racionalmente o mundo, permitindo que a latência das formas estabeleça um domínio sobre a vida real. A livre comercialização de elementos da cultura pré-colombiana (huacos), além de problematizar a vertente da falsificação e distribuição dimensionadas industrialmente, traduz aspectos da cultura que foram reprimidos no decorrer de processos histórico-sociais. Sob certos ângulos, e com essa compreensão de mentalidades por detrás, a hipótese formulada pelo artista Daniel Barclay para esta mostra se relaciona com a imaginação de narrativas e a construção de uma visão sincrética ao seu redor.

 

Retomando programas públicos e modos alternativos de exibição do que ainda não se encontra nos museus, mas sim presencialmente nas ruas, Bambaísmo pretende inserir nos dias de hoje um espaço de reflexão e indagação voltado às práticas estéticas de assimilação da chamada cultura visual popular no campo da arte.

 

 

 

Marcio Harum

 

 

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CV

 

 

Exposições  individuais

27/08/01- “Identidad y Consumo” Corriente Alterna. Lima

12/05/05 – “Chamán Urbano” Corriente Alterna. Lima

21/06/06 – “subcutáneo”,  La Galería. Lima

20/06/07 – “Convento”, La Galería. Lima

17/04/2010. “Tu morro w” , espacioTUMAY. Lima.

23/09/2010 “Trópicos Sólidos/Materia Oscura” proyectos en residencia FAAP,  Casa Contemporánea. Sao Paulo

11/11/2010 “Hot Air”, Selected Works 2008 – 2010. Gorup Gallery. Torino

10/09/2011 “aire caliente”,  espacio la ex culpable. Lima

17/12/2011 “novos trópicos”, Hermes Artes Visuais. Sao Paulo

10/08/2012  “no vacancia/espacio ocupado”,  IK Project. Sao Paulo

11/10/2014 “Estratificaciones Culturales”, Galería Revolver-Cajamarca. Lima

21/05/2015  “Bambaísmo”,  Sala Luis Miroquesada Garland. Lima

29/10/2015  “Bambaísmo”, Galeria Christopher Phaschall. Bogotá

Exposições coletivas

07/04/99-  “El Comic en el Arte Moderno” Galería 2V “S”. Lima

1999- Exhibición de Estandartes, La Paz “Capital de la Cultura Iberoamericana”, La Paz

14/11/99- “El Ultimo Lustro” Centro Cultural de la Municipalidad de Miraflores, Sala Luis Miro Quesada Garland. Lima

02/11/99- I Muestra Internacional de Minigrabado Vitoria 2000, Museo de Arte do Espirito Santo.  Spirito Santo

21/09/00- Exposicion bi-personal “Accidente de Transito” Daniel Barclay – Sebastian Frank, Universidad del Pacifico. Lima

09/08/01- “NO(s)OTROS, Colectivo “Otrosomos” Centro Cultural de España Lima

29/01/02- “Juegos No Cuerdos” Colectivo “Otrosomos”, La Galeria. Lima

 

2003,Noviembre- “Entre Eros y Tanatos” Colectivo Otrosomos, Centro Cultural de España. Lima

2003, Diciembre- “Post-postal” Euroart Studios, Londres

2004, Setiembre- MA show. Central Saint Martins. Londres.

29/03/05- location/locality, the self through location. Diorama Arts Center. Londres.

06/04/05- What Happens When Everything Is Reduced To Ones And Zeros?, Pearlfisher Gallery, Londres.

16/06/05 – Performance “Banana Republic”,  festival “The Free Will”, www.der-freie-wille.de, Berlin.

09/08/06 – “Reencuentro 1” Galería de la Escuela de Arte Corriente Alterna. Lima

03/09/09 – “Medalla de Oro” Escuela de Artes Visuales Corriente Alterna. Lima

15/10/2011 “Um punto nao revelado numa ilustración botánica” Jardim do Hermes. Sao Paulo

10/11/2012 “Sábado” presentación de proyecto montanha. Casa Contemporánea. Sao Paulo

15/04/2016 “Think Big”, Chisthopher Phaschall, Bogotá

24/03/2017 “A soma dos quadrados dos catetos é igual ao quadrado da hipotenusa” SARACURA; Rio de janeiro

Residencias

01/08/10-30/09/10 FAAP Sao Paulo

19/07/11-31/07/11 Curatoria Forense-Boiçucanga

29/09/2011-20/12/11 Hermes Artes Visuais– Sao Paulo

05/05/2012 – 30/10/2012 Hermes Artes Visuais– Sao Paulo

01/09/2015 – 30/10/2015 Barcú – Bogotá

 

Estudos

MA Fine Arts. Central Saint Martins. University of the Arts. 2003-2004. Londres

Tesis “Chaman Urbano” “Corriente Alterna”  2002-2003. Lima

Carrera de Bellas Artes, “Corriente Alterna” 1994-1999. Lima

Premios

Primer Premio del IX Salón Nacional de Pintura. ICPNA 2001. Lima – Perú

Finalista del quinto Concurso Fundación Telefónica. 2001. Lima – Perú

Medalla de Oro, Corriente Alterna 1999. Lima- Perú

 

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