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que se rasgue o papel

A galeria Emma Thomas participa da próxima feira PARTE, com um recorte / preview da próxima mostra “Que se Rasgue o Papel”, uma curadoria de Talita Trizoli.

A partir do conto de Charlotte Perkins, O Papel de Parede Amarelo, um clássico feminista recém-traduzido para o português, a mostra se propõe a articular trabalhos de mulheres artistas de gerações diversas, onde a questão de uma domesticidade disruptiva ressalta estranhamentos, incômodos e fantasmas sobre o essencialismo feminino.

Quarta-feira, 02/11 - das 16h às 21h
Quinta e sexta-feira, 03 e 04/11 - das 13h às 21h
Sábado e domingo, 05 e 06/11 - das 11h às 19h
Novo local: A Hebraica | R. Dr. Alberto C. de Melo Neto, 115 - Pinheiros/ Jardim Paulistano | São Paulo
Mais infos sobre a feira: www.feiraparte.com.br

Info sobre algumas das artistas que apresentam obras no primeiro dia do projeto:

Júlia Milward

PROVAS MATERIAIS DAS PASSAGENS | OProvas materiais das passagens, é um ensaio fotográfico que propõe uma reflexão sobre os monumentos passageiros através do viés da experiência no território e a recuperação das inscrições do humano sobre o solo[1]. Percorrendo espaços geográfico para recolher os significados flutuantes da superfície do mundo. A confrontação do corpo com o lugar é essencial para o projeto, que pretende expor a relação entre o pensamento abstrato, o pensamento na experiência e o pensamento do ensaio. Leituras essenciais do antes de partir que se remodelam com o atrito das passagens físicas. Empirismo necessário para compreender as escolhas das pausas para a percepção. Logo, o método de trabalho inclui imprevisto. Destacando também que o objetivo não é deixar traços voluntários para outros, mas o recuperar as coisas dispostas no território, provas de que alguém ali esteve por determinado tempo, imagens dos desencontros. Os locais da experiência são determinados por relevos e regiões que habitam o imaginário das viagens e que nos são próximos através das narrativas, das imagens e dos relatos: o deserto, o campo, a cidade, a montanha, a floresta, a ilha e a praia. Sete destinos sem nome próprio e nem data das passagens. Acreditamos que a ausência de informações espaço-temporais sobre a localização permitiria, assim, um foco narrativo centrado na experiência dos deslocamentos e dos encontros com as coisas mais ou menos vistas. Qualquer precisão poderia fazer com que o trabalho adquirisse um ar de alteridade e tendesse para o etnográfico. 

Nascida na baía de Guanabara, criada nas margens do Paraíbuna, atravessou o oceano atlântico até a Seine, desaguou no Rhône e praticou três anos de Stand Up Paddle no lago Paranoá. Atualmente margina o Tietê à procura de córregos. Graduada em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora [BR] e em Artes Plásticas pela Université Paris 8 [FR]. Mestre em Fotografia Contemporânea pela École Nationale Supérieure de la Photographie [FR] e em Artes Visuais - Poéticas Contemporâneas pela Universidade de Brasília [BR]. Expôs coletivamente 30 vezes em 4 países diferentes [Brasil, França, China, Canadá]. Individualmente, três vezes. Participou de nove publicações e duas residências artísticas. Ganhou dois prêmios [Arca-Suiss + Transborda].


Erika Malzoni

Erika Malzoni (Itapetininga 66 – vive e trabalha em São Paulo) faz uso de diversas mídias como formas de expressão. Seu trabalho resulta do interesse por materiais comuns, de pouco ou nenhum valor, que em geral são descartados ou encontrados ao redor. Esses objetos, destituídos de suas funções originais, são empregados como “matéria” alterada a relacionar-se com sua própria história ou por vezes associando novas narrativas. Tem interesse pelo desenho e na conexão estabelecida pela repetição, tensão, sobreposição, justaposição, organização e reposicionamento dos materiais, suscitando questionamentos como o excesso, a memória, o tempo e relacões humanas.


Flavia Mielnik
A coexistência entre os estados de ruína e de construção, latentes em São Paulo e a especulação imobiliária aquecendo os processos de substituições das estruturas físicas e simbólicas na trama urbana da cidade, é o campo por onde se desenvolve a pesquisa de Flavia. Em sua trabalho, a intervenção aparece como um elemento ativador de arquiteturas adormecidas, onde cria interferências no espaço através do uso da cor sugerindo uma nova narrativa. Resultado das vivências com estes lugares que se encontram silenciosamente à margem e pelas obras perdurarem no espaço por tempo indefinido, a artista propõem novos desdobramentos visuais através do desenho, da fotografia e do vídeo. 


Laura Gorski
“Interstício” (2012/2013) é um livro desfolhado, suas páginas migraram para as paredes e a sequência visual se dá com o deslocamento no espaço expositivo. A artista apropriou-se das fotografias do Parque Nacional Šumava, situado na República Tcheca, com intervenções com guache em cor branca e, assim, redesenhou suas paisagens. 


Yuli Yagamata
http://www.yuliyamagata.com/ Yuli é artista visual graduada em 2015 pela Universidade de São Paulo (USP), bacharel em escultura, com orientação de Mario Ramiro, João Loureiro e Renata Pedrosa . Em 2015, foi selecionada para a exposição “Individuais Simultâneas” no MARP (Museu de Arte de Ribeirão Preto) após ganhar o prêmio Leonello Berti (Acervo MARP) através do 40° SARP no mesmo ano.

Participou de outras exposições coletivas como 26ª Mostra de Arte da Juventude do SESC de Riberão Preto, 22º Salão de Artes Plásticas da Praia Grande, 21º Salão Anapolino de Arte, Programa Exposições 2015 do MARP. Atualmente participa dos grupos de estudos “Clínica Geral”, com os críticos Thais Rivitti e Carlos Eduardo Ricciopo , “Escola Entrópica”, com Paulo Myada e Pedro França, e “objeto escultórico” com João Loureiro. Reside e trabalha em São Paulo (SP), Brasil, onde possui um ateliê coletivo.


Marlene Stamm
www.marlenestamm.com.br | Inventário inventado é uma série de pinturas em aquarela sobre papel, de pequenas e grandes dimensões, representando objetos cotidianos. Escolha e representação de elementos e coisas que não existem mais ou estão em constante instabilidade e mudança.
Marlene Stamm trabalha com pintura e desenho sobre papel e tela e intervenções sobre parede. 
Sua produção gira em torno da observação de objetos cotidianos e a escolha destes elementos é determinada por sua proximidade física e seu apego emocional. 
Entre suas principais exposições individuais destacam-se as realizadas na Adhoc Galeria em Vigo na Espanha (2015), Solo Project Arco Madrid (2014), Espaço T em Porto, Portugal (2014) e Centro Cultural São Paulo (2012). Entre as exposições coletivas de que participou destacam-se a Universidade de Musashino, Japão (2015), Museu Nacional do Conjunto da República, Brasilia (2014), Sesc Belenzinho, São Paulo (2013) e SAK Kunstbygning - Svendborg, Dinamarca (2011). 


Noara Quintana
Tempo Oblíquo Silêncio Obtuso | Poema-Objeto | Múltiplo Serigrafia: As palavras tempo e silêncio extraídas de um contexto de paisagem nua, as dunas, são atravessadas por adjetivos próprios da geometria, oblíquo e obtuso, cujos sentidos fora da matemática caracterizam-se respectivamente como: ambíguo e dúbio; bruto e confuso. 
Noara Quintana é artista visual, nasceu em Florianópolis, SC, em 1986, e atualmente mora e trabalha em São Paulo, SP. Em sua pesquisa aborda situações de (des)construção de paisagens, tocando em particular sobre questões de temporalidade, de fronteiras e de delimitações espaciais, no que se refere tanto ao urbano quanto às “geografias em branco”. De suas derivas conceituais desdobram-se objetos, intervenções, vídeos e fotografias. É Mestra em Artes Visuais pela Universidade Estadual Paulista, SP, 2014, com a pesquisa “Notas sobre o Espaço”. Graduou-se Bacharela em Artes Plásticas pela Universidade do Estado de Santa Catarina, em 2010, e no mesmo ano estudou Bellas Artes na Universidad del Pais Vasco, Bilbao, Espanha.


Katia Fiera
Artista visual. Seu trabalho, sobretudo em desenho e na produção de livros de artista, investiga o suporte destas práticas, indo do papel ao espaço, onde adota um caráter de instalação. Possui livros auto-editados e em parceria com editoras como Dulcinéia Catadora, Contra e Kitschic Ediciones. Seus trabalhos podem ser encontrados em Nova York na Printed Matter e em Paris na livraria Yvon Lambert. | Mestra em Poéticas Visuais pela Universidade de São Paulo ECA / USP 2015. | Bacharelado em Artes Plásticas pela Fundação Armando Álvares Penteado - FAAP 2000.
Certa instabilidade e desequilíbrio brotam das construções inventadas por Kátia Fiera. Seus desenhos, munidos de paciência e de um domínio técnico que se aproveita dos imprevistos, engendram uma arquitetura imaginária. Tudo se passa como se casas empilhadas, prédios e torres desajeitadas arriscassem, por alguns instantes, tímidos passos de dança. Há um aspecto lúdico em sua obra que os grafismos escancaram, um universo infantil e expontâneo.