News

O Estranho | 23Festival Mix Brasil | Francisco Hurtz

Dias 19 e 21 de novembro, a Emma Thomas recebe a exposição “O Estranho” do artista Francisco Hurtz e uma conversa sobre “Arte Queer no Brasil” com Tadeu Chiarelli, professor e curador, e Bruno Mendonça, artista e curador.

O bate-papo será aberto ao público no dia 19, das 19:30 até as 21:00. A mostra e a conversa fazem parte da programação paralela ao 23º Festival Mix Brasil de Diversidade Sexual que acontece até 22 de novembro no Parque Anhangabaú, no Centro de São Paulo.

Em “O Estranho”, Hurtz dá continuidade a uma pesquisa obsessiva sobre a desconstrução do homem cisgênero e busca ampliar a questão política do tema em seu trabalho.

Hurtz questiona as construções sócio-sexuais de gênero, e problematiza a identidade do homem como uma figura que nasce e cresce sujeito às regras e a um comportamento estabelecido pela sociedade. “Desvelar a fragilidade do homem dentro de um contexto social machista é um ato político”, fala.

Ao fragilizar a figura masculina o artista busca propor a discussão sobre o que é ser homem na contemporaneidade. Hurtz busca desconstruir os territórios da masculinidade baseado na Tecnologia de Gênero da filósofa feminista Teresa de Lauretis - onde afirma que gênero é uma construção social ensinada, que limita os papéis de homem e mulher, seus significados e funções - e a Teoria Queer de Judith Butler - que propõe alianças de identidades, sexualidades e corpos fora do padrão heteronormativo.

Francisco Hurtz Vive e trabalha em São Paulo. Através da utilização de linhas e espaço vazio na superfície pictórica, o artista descontextualiza imagens e as reorganiza em sua pesquisa. Sua obra aborda a apropriação e recontextualização de imagens, passando pela Teoria Queer e as relações entre corpos e espaço. Homens que se tornam objetos de estudo, se relacionando com seus corpos sem artifícios, colocados à prova no espaço vazio para serem observados. O masculino se monta, se completa e se integra - e passa de individual a coletivo, apresentando a possibilidade de uma masculinidade contemporânea. Fragilidade e leveza confrontam a força e o peso da quebra dos padrões. Um retrato lírico e cru. Corpos vazios são preenchidos por complexos significados, delimitados por traços prestes a se romperem e se integrarem por completo ao ambiente. Entre os corpos surgem espaços oníricos que suprimem o ambiente e expõem ainda mais à distância - ou a não distância- das relações.Hurtz participou de exposições no Carreau du Temple em Paris, na École Supérieure des Beaux-Arts d'Aix-en-Provence em 2005. Mostra ARSENAL no Museu de Arte Moderna e Contemporânea de Palma de Mallorca, Espanha, 2015; Espelho Refletido - Surrealismo e arte contemporânea brasileira no Centro de Artes Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro, 2012; Mostra 10+20 e Quarto de Maravilhas pela galeria Emma Thomas em 2010 e 2012; A Relação Entre Corpos e Espaços e Anti-Corpos, suas exposições individuais na Galeria Mezanino em 2011 e 2013; LOCKER-ROOM, exposição individual no Epicentro Cultural, 2014; e vários outras mostras e publicações nacionais e internacionais. Francisco Hurtz faz parte da coleção de arte de Gilberto Chateaubriand desde 2013.