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Carolina Martinez | no projeto Work In Process 3

“No lugar do ar”, 3ª edição do Work.in.Process, a artista Carolina Martinez abre ao público seu processo criativo e apresenta obras finalizadas, estudos e trabalhos ainda processo. O segundo andar da galeria será ocupado pelas pesquisas “Perímetros” e uma série de instalações nas quais a artista reflete sobre o vazio. “São pesquisas que sintetizam dois campos que venho explorando desde o início da minha produção: a pintura e a instalação”, conta Carolina.

“Perímetros” é uma série iniciada em 2014 em seu ateliê na antiga fábrica Behring. São placas de madeira com pinturas de cantos e ‘quinas’ onde surge o elemento tridimensional das ripas de madeira, representando um rodapé. As ripas ultrapassam o limite das placas pintadas sugerindo um perímetro imaginário e, de certa forma, completando o vazio da pintura. Nesta série, Carolina apresenta ripas não só com o seu significado simbólico, o canto, mas como traços que transformam a obra em objeto, trazendo volume e sombra. A obsessão por espaços vazios e perspectivas incomuns apresentados nesta série são recorrentes no embate estético e conceitual do desenvolvimento da artista, que tem arquitetura como formação.

A ocupação “No lugar do ar” também é composta por uma série de instalações que a artista desenvolve desde 2013 e que parte de um estudo realizado em uma residência artística em Nova York. Aqui, o ponto de partida é o site-specific, as características arquitetônicas do ambiente expositivo e seus potenciais apropriados. “A intenção é que através do deslocamento de um elemento ordinário arquitetura local, seja possível uma distorção na perspectiva e consequentemente, na percepção do espaço”, conta.

No início de 2015 esta série se desdobrou em "Rodapés Mutantes", instalação com sessões de rodapés instaladas em cantos e parede numa dimensão escultórica, a partir das características do espaço e que desenha e sugere um movimento contínuo. "Essa é uma obra aberta onde os imprevistos e as falhas avançarão de forma inesperada, só vivenciada no ateliê até hoje, portanto inédita ao público.”